quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Eu quando era miudinha nem sabia se tinha sabor melhor que os olhos de sogra da minha mãe
Hoje eu sei que existem sabores melhores que esse, e descobri os dissabores também.

ps.: os brigadeiros ainda são divinos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vai e vem




Ninguém sabe mais se a moça do tempo acertou na previsão do próximo dia, ninguém sabe mais se amanha vai acordar com mais ou menos saudade.

Tem dia que venta forte, tem outro que nem vento faz, tem dia que o sol brilha amarelo, e outro aparece discreto, tem dia que a chuva não da nem tempo de catar a roupa no varal e no outro custa a molhar a horta.

Já nem sei mais se acredito ou deixo de acreditar, não sei mais se posso pensar ou se nem devo sonhar, agora eu sento e espero, deixo o dia passar pra ver no que vai dar...


domingo, 16 de novembro de 2008


A vida é dividida em pedaços de tempo, quando paramos pra pensar ou quando antes de dobrar a esquina olhamos pra trás começamos a perceber, as pessoas, os objetos, os acontecimentos, as pedras no caminho, o suspiro delicado, o abraço apertado, o pior não, o melhor sim, o conselho certo na hora incerta, o tombo mais doloroso, o joelho ralado, o soluço guardado, a comida mais gostosa, e no meio de tanta coisa quando percebemos que no meio de tantas vidas, de tantas falas, ganhamos um presente que parece ser eterno.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Eles foram até o lado de fora, o abraço foi longo e leve, ele com suas mãos frias catou a mala e foi embora, ela ficou olhando, antes de virar a esquina secando as lagrimas ele falou que depois que a chuva lavasse as ruas e o sol secasse ele voltaria junto com o arco-íris e tudo seria diferente. Ela respirou, juntou a saia com as mãos e arrastou o chinelo pra dentro de casa.
O tempo foi passando e ela deixou de olhar para o relógio, foi levando a vida como era antes, sem esperar ele voltar, só não via a hora do sol secar a chuva e o arco-íris cruzar no céu.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Bom dia!




Me acorde que já nem sei que horas são, o galo já deixou de cantar e eu aqui a cochilar, o sol brilha que nem farol no meio do mar, e os meus olhos acomodados na escuridão estranham.
E o cheiro, e o café, e o banho gelado que deixa o cabelo molhado e um perfume no ar, logo saio pra trabalhar.


terça-feira, 28 de outubro de 2008


Quem pode, pode, quem não pode, adoça.

Organizar


Iluminei a greta, olhei
Enxuguei a gota, sequei
Lavei a bolsa, saí
Pintei a porta, de rosa
Dancei descalça, na roça
Jantei mais tarde, por conta da novela
Deitei com os pés na cabeceira, pra ver o céu
Assoprei o calor, derreti
Juntei a roupa, pra lavar
Rezei, rosário de estrelas