quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Verão Arte Contemporânea, apresenta:




Observar alem das cores um suspiro manso, um abraço forte, o recém nascido, a pose mais comum, o click distraído, o sorriso do amigo, o show mais esperado, o passeio no zoológico, a moça sensual, o namoro escondido, a noiva de vestido, todas as vidas e suas histórias grafadas em um resto de lixo colorido, que no "vai e vem" dos quadris da modelo enfeita a passarela.


Dia 14 de Janeiro - às 21 horas - TEATRO FRANCISCO NUNES - Parque Municipal

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

“Quer dizer então que eu amava Capitu e Capitu me amava?”






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Quando na sétima série me obrigaram a ler Dom Casmurro de Machado de Assis, aquela história que inicialmente me parecia cansativa e repetitiva fui descobrindo poesia em cada palavra sofrida, em cada suspiro apaixonado daquele tão jovem menino Bentinho, que já perdia suas noites de sono pensando na tão doce e ao mesmo tempo tão traiçoeira Capitu.

Ontem assistindo a micro-série da Rede Globo fiquei muito encantada e impressionada com tanta poesia rústica e ao mesmo tempo contemporânea, a mistura entre o novo e o velho, cores e movimentos que prendem a atenção como um quadro pintado em seus mínimos detalhes.

Comecei a lembrar das últimas micro-séries da emissora que me chamaram atenção, Hoje é dia de Maria , A pedra do Reino - da obra de Ariano Suassuna, ambas com direção de Luiz Fernando Carvalho, e agora com direção dele também mais uma doce mini produção que se um dia transformada em um longa poderia render vários curiosos e bons comentários por aí.

Espero que ainda venham varias outras mini-séries com seus cavalos que galopam sobre rodinhas, com seus personagens curiosos e cheios de mistérios e histórias pra contar.


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tem dia


. A vida muda, o mundo muda, tem gente que vai, tem gente que vem, tem dia com lagrima, tem dia com sorriso, tem dia frio, dia quente, dia que só a gente, tem dia que só os outros, tem dia que os astros tem razão, tem dia que o amor é tão grandão, tem dia...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Eu quando era miudinha nem sabia se tinha sabor melhor que os olhos de sogra da minha mãe
Hoje eu sei que existem sabores melhores que esse, e descobri os dissabores também.

ps.: os brigadeiros ainda são divinos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vai e vem




Ninguém sabe mais se a moça do tempo acertou na previsão do próximo dia, ninguém sabe mais se amanha vai acordar com mais ou menos saudade.

Tem dia que venta forte, tem outro que nem vento faz, tem dia que o sol brilha amarelo, e outro aparece discreto, tem dia que a chuva não da nem tempo de catar a roupa no varal e no outro custa a molhar a horta.

Já nem sei mais se acredito ou deixo de acreditar, não sei mais se posso pensar ou se nem devo sonhar, agora eu sento e espero, deixo o dia passar pra ver no que vai dar...


domingo, 16 de novembro de 2008


A vida é dividida em pedaços de tempo, quando paramos pra pensar ou quando antes de dobrar a esquina olhamos pra trás começamos a perceber, as pessoas, os objetos, os acontecimentos, as pedras no caminho, o suspiro delicado, o abraço apertado, o pior não, o melhor sim, o conselho certo na hora incerta, o tombo mais doloroso, o joelho ralado, o soluço guardado, a comida mais gostosa, e no meio de tanta coisa quando percebemos que no meio de tantas vidas, de tantas falas, ganhamos um presente que parece ser eterno.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Eles foram até o lado de fora, o abraço foi longo e leve, ele com suas mãos frias catou a mala e foi embora, ela ficou olhando, antes de virar a esquina secando as lagrimas ele falou que depois que a chuva lavasse as ruas e o sol secasse ele voltaria junto com o arco-íris e tudo seria diferente. Ela respirou, juntou a saia com as mãos e arrastou o chinelo pra dentro de casa.
O tempo foi passando e ela deixou de olhar para o relógio, foi levando a vida como era antes, sem esperar ele voltar, só não via a hora do sol secar a chuva e o arco-íris cruzar no céu.